Lula ignora críticas e permite farra de Janja com dinheiro público: "Vai continuar fazendo o que gosta"
- Redação Renalice Silva - Geral
- há 7 dias
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a minimizar as críticas sobre as viagens e os gastos exorbitantes de sua esposa, Janja da Silva, durante coletiva de imprensa em Hanói, no Vietnã. Questionado sobre a falta de transparência na agenda da primeira-dama, Lula foi categórico: "Ela vai continuar fazendo o que gosta", ignorando as crescentes cobranças da sociedade.

A declaração foi dada em resposta a questionamentos sobre a recente viagem de Janja a Tóquio, onde chegou uma semana antes do próprio presidente sem qualquer divulgação prévia. O petista negou qualquer irregularidade e ironizou as críticas da oposição, afirmando que "não responde molecagem e fake news", numa clara tentativa de desviar do verdadeiro problema: o uso indiscriminado de recursos públicos para fins pessoais.
Além de ignorar os questionamentos sobre transparência, Lula fez uma declaração polêmica ao afirmar que "a mulher do presidente Lula não nasceu para ser dona de casa". A fala, carregada de arrogância, foi interpretada por muitos como um menosprezo às milhões de mulheres que dedicam suas vidas ao lar e à família. O presidente, que deveria respeitar todas as escolhas femininas, reforça uma visão elitista e desconectada da realidade do povo brasileiro.
Viagens luxuosas e custos abusivos
Apesar da defesa de Lula, os números escancaram o peso financeiro das viagens da primeira-dama. Em 2024, a estadia de Janja e sua comitiva nos Jogos Olímpicos de Paris custou R$ 203,6 mil aos cofres públicos. Em fevereiro, a participação da esposa do presidente em um evento em Roma gerou despesas de R$ 34,1 mil apenas em passagens aéreas.

Oposição tem exigido mais transparência e justificativas concretas para os gastos astronômicos da primeira-dama, que não exerce cargo oficial no governo, mas conta com uma equipe informal financiada pelo Estado para assessorá-la.
Primeira-dama ou chefe de Estado?
Outro ponto de escândalo é o papel de Janja nas relações internacionais. Recentemente, ela discursou em Paris como chefe da delegação brasileira na cúpula Nutrição para o Crescimento (N4G). Lula, ao invés de esclarecer sua atuação, justificou a presença da esposa alegando que ela foi convidada pelo presidente francês Emmanuel Macron e que "não faz viagens apócrifas".
Enquanto o governo tenta normalizar a crescente influência da primeira-dama em assuntos oficiais, especialistas alertam para o desrespeito às regras institucionais. A Advocacia-Geral da União (AGU) foi forçada a intervir e já está preparando um parecer para tentar estabelecer limites claros para a atuação de cônjuges de presidentes sem mandato eletivo.
Ao afirmar que Janja "vai para onde quiser e faz o que quiser", Lula reforça a percepção de que seu governo despreza cobranças por transparência e responsabilidade fiscal. O desperdício de dinheiro público é tratado com desdém, enquanto o brasileiro comum lida diariamente com impostos altos e serviços públicos precários. A conta dessa farra, como sempre, fica para o povo pagar.
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