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16 de março de 1990: O dia em que milhões de brasileiros acordaram sem dinheiro — relembre o confisco do Plano Collor

O ano era 1990 - Há exatamente 35 anos, o Brasil amanhecia sob um dos maiores choques econômicos de sua história recente. No dia 16 de março de 1990, o presidente Fernando Collor de Mello anunciou o temido confisco das poupanças e ativos financeiros, medida central do chamado Plano Collor, que atingiu diretamente milhões de brasileiros e deixou marcas profundas na relação do país com o sistema bancário.




Em uma tentativa de frear a hiperinflação descontrolada, que acumulava mais de 1.400% ao ano, o governo bloqueou as contas acima de 50 mil cruzados novos (cerca de R$ 8 mil, corrigidos para valores atuais). Cadernetas de poupança, contas-correntes e aplicações financeiras foram todas congeladas por 18 meses, totalizando aproximadamente US$ 100 bilhões retidos — valor que representava cerca de 30% do PIB da época.


A justificativa era clara: uma contenção drástica para estancar o aumento desenfreado dos preços e reequilibrar a economia.


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) previa que o mês de março daquele ano fecharia com inflação de 89,6%, mas o resultado foi de 82,39%, a maior variação mensal do IPCA já documentada pelo IBGE. O Plano Collor foi o quarto pacote econômico em apenas cinco anos, após o fracasso das tentativas anteriores (Cruzado em 1986, Bresser em 1987 e verão em 1989) implementadas durante o governo Sarney.



O impacto foi imediato e devastador. Milhões lotaram agências bancárias em busca de informações, formaram filas intermináveis e, em muitos casos, voltaram para casa sem acesso ao próprio dinheiro. Famílias viram anos de economias para casa própria, educação ou aposentadoria serem bloqueados de um dia para o outro, alimentando um clima de pânico e insegurança.







O movimento dos Caras-Pintadas ocorreu em 1992, quando milhares de estudantes brasileiros foram às ruas, com rostos pintados de verde e amarelo, exigindo o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, acusado de corrupção. Organizado principalmente pela UNE, o movimento teve papel decisivo para pressionar o Congresso, resultando na renúncia de Collor.


Além do confisco, o pacote incluía o congelamento de preços e salários, aumento de tarifas públicas, demissão em massa no setor público e extinção de dezenas de estatais. O resultado? A inflação despencou de 82% em março para 7,5% em abril, mas a confiança na política econômica do governo e no sistema financeiro sofreu um golpe quase irreparável.


Foto: Antonio Costa / Reprodução: Gazeta do Povo
Foto: Antonio Costa / Reprodução: Gazeta do Povo

Politicamente, a medida foi um divisor de águas para o governo Collor. A combinação do desgaste provocado pelo confisco e os escândalos de corrupção que revisitaram nos anos seguintes culminaram na abertura do processo de impeachment em 1992, encerrando de forma turbulenta sua gestão com várias manifestações pelas Ruas.


Atualmente filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro, Fernando Collor de Mello, foi senador por Alagoas de 2007 até 2023, tendo presidido a Comissão de Relações Exteriores do Senado de 2017 até 2019.

Até hoje, o episódio é lembrado como um dos maiores traumas financeiros da história do Brasil — um dia em que, literalmente, milhões de brasileiros acordaram sem dinheiro.



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